Backtest de carteira de ações: como a sua carteira teria se saído contra o Ibovespa e o CDI
O backtest de carteira de ações simula quanto a sua carteira teria rendido no passado: aplica os pesos de hoje aos preços de até 15 anos e compara o retorno acumulado com Ibovespa, CDI, S&P 500 e dólar. Abaixo, o Ibovespa e o CDI reais, com dados até 30/09/2026.
Comece com uma conta grátis: a aba Carteira é aberta a qualquer conta. Nos planos pagos, o backtest roda sozinho sempre que você muda a carteira, o período ou o rebalanceamento, e o relatório do Otimizador acrescenta drawdown e índice de Sharpe.
Gráfico do Ibovespa e do CDI acumulados em 1, 5, 10 e 15 anos. Os números de cada período estão na tabela Ibovespa × CDI, mais abaixo nesta página.
O que é backtest de carteira
O backtest de carteira de ações é uma simulação: pega a carteira que você tem hoje, com os mesmos pesos, e calcula quanto ela teria rendido se você a tivesse montado anos atrás. O resultado é uma curva de retorno acumulado, comparada com referências como o Ibovespa e o CDI.
A pergunta que ele responde é direta: a minha seleção de ações teria superado a bolsa e a renda fixa nesse período? A resposta ajuda a entender o comportamento da carteira, em que anos ela ficou para trás e quais ativos puxaram o resultado. Ela não diz como a carteira vai se sair daqui para a frente.
Nesta página, você vê o Ibovespa e o CDI reais em 1, 5, 10 e 15 anos, com a data dos dados. A sua carteira entra no mesmo gráfico na plataforma IAções, no Backtest da aba Carteira.
Ibovespa × CDI: quanto rendeu cada um
O Ibovespa acompanha as ações mais negociadas da B3; o CDI é a taxa que remunera boa parte da renda fixa. Comparar os dois mostra quanto a bolsa pagou, ou deixou de pagar, pelo risco a mais em cada janela de tempo. É a mesma régua que o backtest usa para a sua carteira.
Retorno acumulado: Ibovespa × CDI
Dados até| Período | Ibovespa | CDI | Rendeu mais |
|---|---|---|---|
| 1 anoset/2025 a set/2026 | +27,4%27,4% a.a.rendeu mais | +14,5%14,5% a.a. | Ibovespa |
| 5 anosset/2021 a set/2026 | +67,9%10,9% a.a. | +81,3%12,6% a.a.rendeu mais | CDI |
| 10 anosset/2016 a set/2026 | +219,3%12,3% a.a.rendeu mais | +144,4%9,3% a.a. | Ibovespa |
| 15 anosset/2011 a set/2026 | +256,1%8,8% a.a. | +308,8%9,8% a.a.rendeu mais | CDI |
Cada período vai do fim do mês de início ao fim de set/2026; a.a. = equivalente ao ano. Ibovespa: índice de retorno total, com proventos reinvestidos. CDI: taxa bruta, acumulada mês a mês. Os dois sem custos nem impostos.
Com dados até 30/09/2026, o Ibovespa rendeu mais nos períodos de 1 e 10 anos e o CDI, nos períodos de 5 e 15 anos. Quem ganha depende da janela: por isso vale olhar mais de um período antes de tirar conclusões.
Em reais: R$ 1.000 que acompanhassem o Ibovespa do fim de set/2016 ao fim de set/2026 virariam R$ 3.193; no CDI, R$ 2.444. Em 15 anos, desde o fim de set/2011: R$ 3.561 no Ibovespa e R$ 4.088 no CDI. Valores brutos, antes de custos e impostos.
Fontes: pontos de fechamento do Ibovespa no último pregão de cada mês (B3) e a taxa mensal do CDI do Banco Central (série 4390 do SGS). Os dados vão até 30/09/2026, o último pregão do último mês fechado, e a tabela é refeita a cada mês. Rentabilidade passada não garante resultado futuro.
E a sua carteira? Na plataforma, o Backtest da aba Carteira põe a sua carteira neste mesmo gráfico, com S&P 500 e dólar também, com e sem dividendos.
Testar a minha carteiraComo funciona o backtest
O backtest refaz o caminho da carteira como se ela existisse desde o início do período escolhido. São quatro passos:
- Os pesos: o peso de cada ativo é o valor da posição hoje (cotação × quantidade) dividido pelo total da carteira. Se houver caixa, ele entra como uma parte rendendo CDI.
- Os preços: a plataforma busca as cotações diárias de cada ativo no período, de 1 a 15 anos.
- A curva: os pesos são aplicados no primeiro pregão do período, e o valor da carteira é acompanhado dia a dia, com ou sem o reinvestimento dos proventos.
- A comparação: os benchmarks começam no mesmo dia que a carteira, e o gráfico mostra o retorno acumulado de cada um desde o início.
Buy & hold ou rebalanceamento
No buy & hold, a carteira começa com os pesos de hoje e não é ajustada: os pesos mudam conforme os preços sobem ou caem. Com rebalanceamento, a carteira volta aos pesos de hoje a cada mês, bimestre, trimestre, semestre ou ano, vendendo parte do que subiu e reforçando o que ficou para trás.
Exemplo ilustrativo: uma carteira começa com 50% na Ação A e 50% na Ação B. Se a Ação A dobra de preço e a Ação B fica parada, a carteira sobe 50% e passa a ter 67% em A e 33% em B. No buy & hold, ela segue assim. Com rebalanceamento, volta a 50% em cada uma na virada do período: vende parte de A e reforça B.
As contas
Retorno acumulado = valor no fim ÷ valor no início − 1
Base 100 no mês m = valor no mês m ÷ valor no início × 100
Retorno equivalente ao ano = (1 + retorno acumulado) ^ (1 ÷ anos) − 1
CDI acumulado = (1 + taxa do 1º mês) × (1 + taxa do 2º mês) × … − 1
Dividendos e benchmarks
Com a chave Dividendos ligada, os proventos de cada ação são reinvestidos na data-ex, em mais ações da própria empresa, já ajustados por desdobramentos e grupamentos. Desligada, a curva usa só a variação de preço. Os benchmarks seguem as próprias regras:
- Ibovespa: pela metodologia da B3, é um índice de retorno total: os proventos das empresas da carteira teórica são reinvestidos no próprio índice.
- CDI: a taxa de cada mês, acumulada mês a mês. É a taxa bruta, antes do imposto de renda.
- S&P 500: entra em pontos, sem dividendos, convertido para reais pelo dólar PTAX do Banco Central.
- Dólar: a cotação PTAX de venda do Banco Central.
O backtest na plataforma
Na plataforma IAções, o backtest aparece em dois lugares:
- Aba Carteira, card Backtest: fica logo abaixo dos indicadores da carteira. Você escolhe o Período (1 ano, 3 anos, 5 anos, 10 anos ou 15 anos), o Rebalanceamento (Buy & hold, Mensal, Bimestral, Trimestral, Semestral ou Anual), os benchmarks (Ibovespa, S&P 500, Dólar e CDI), a chave Dividendos e a moeda (R$ ou US$). O gráfico Retorno acumulado mostra a carteira com e sem dividendos contra os benchmarks, e o painel Por ativo alterna entre o retorno de cada ativo (Desempenho) e quanto cada um contribuiu para o resultado (Attribution).
- Relatório do Otimizador, seção 3 · Passado: aplica ao passado os pesos de hoje e os da carteira escolhida na fronteira eficiente e compara as duas com o Ibovespa e o CDI. Traz as abas Performance, Drawdown e Rolling Returns e métricas como volatilidade, índice de Sharpe e máximo drawdown. Essa seção é dos planos pagos.
A simulação da aba Carteira parte de R$ 100.000 e mostra o resultado em porcentagem. Nos planos pagos, ela roda sozinha sempre que você muda a carteira, o período ou o rebalanceamento. Quando um ativo tem histórico mais curto que o período, a tela avisa.
O card da aba Carteira não mostra drawdown, volatilidade nem índice de Sharpe: essas métricas ficam no relatório do Otimizador. O botão Ver backtest completo no Otimizador leva até lá.
Os limites do backtest
Todo backtest tem vieses. Conhecer os limites é o que separa uma leitura útil de uma promessa enganosa:
- Pesos de hoje no passado. A carteira de hoje foi montada com o que você sabe hoje. Aplicada ao passado, ela leva vantagem: ninguém tinha essa carteira há 10 anos.
- Viés de sobrevivência. Só entram ativos que existem hoje. Empresas que quebraram, fecharam o capital ou saíram da bolsa no caminho não aparecem, e o passado parece melhor do que foi.
- Ativos mais novos que o período. Um ativo listado depois do início fica de fora no buy & hold e só entra no primeiro rebalanceamento.
- Sem custos. Corretagem, emolumentos, spread e a diferença entre o preço de tela e o executado não entram. Quanto mais rebalanceamentos, mais esses custos pesariam.
- Sem impostos. O resultado é bruto: não há desconto de imposto de renda sobre ganhos, proventos ou rendimentos do CDI.
- Sem aportes nem resgates. A simulação aplica um valor único no início e não modela depósitos ou saques ao longo do tempo.
- Dentro da amostra. Se a carteira foi escolhida olhando o mesmo período testado, como a da fronteira eficiente no Otimizador, o backtest tende a parecer melhor do que será daqui para a frente.
- Passado não é previsão. Um bom resultado nos últimos anos não garante o mesmo nos próximos.
Como usar o backtest no seu estudo
- Cadastre a carteira na aba Carteira com as quantidades reais: os pesos saem do valor de cada posição.
- Rode o backtest em mais de um período, como 5, 10 e 15 anos. Como mostra a tabela Ibovespa × CDI, quem ganha muda com a janela.
- Escolha o benchmark que responde à sua pergunta: o Ibovespa para comparar com a bolsa brasileira, o CDI para o custo de oportunidade da renda fixa, o S&P 500 e o dólar para a exposição ao exterior.
- Abra a visão Por ativo para ver quem puxou o resultado e quem segurou.
- Leve a carteira ao Otimizador para ver o risco, o drawdown e o índice de Sharpe e comparar com a fronteira eficiente.
- Para estudar cada ação, use o ranking de ações, a calculadora de preço justo e a página de cada ação. Para o momento da bolsa como um todo, veja o Indicador de Buffett do Brasil.
Glossário
- Backtest de carteira
- Simulação que aplica os pesos atuais de uma carteira aos preços do passado para medir quanto ela teria rendido, em comparação com índices de referência.
- Benchmark
- Índice de referência usado para comparar o resultado de uma carteira, como o Ibovespa para ações brasileiras e o CDI para a renda fixa.
- Índice de retorno total
- Índice que soma à variação dos preços os proventos pagos, como se fossem reinvestidos. Pela metodologia da B3, o Ibovespa é um índice de retorno total.
- Viés de sobrevivência
- Distorção de quem testa só os ativos que existem hoje: empresas que quebraram ou saíram da bolsa somem da amostra, e o passado parece melhor do que foi.
- Rebalanceamento
- Ajuste periódico que devolve a carteira aos pesos-alvo, vendendo parte do que subiu e reforçando o que ficou para trás.
- Drawdown
- Queda do valor da carteira desde o pico anterior até o vale seguinte, em porcentagem. O máximo drawdown é a maior dessas quedas no período.
Perguntas frequentes
O que é backtest de carteira?
Como fazer o backtest de uma carteira de ações?
Ibovespa ou CDI: quem rendeu mais em 10 e 15 anos?
O backtest considera custos de corretagem e taxas?
O backtest desconta o imposto de renda?
O backtest considera dividendos?
O que é viés de sobrevivência no backtest?
Rentabilidade passada garante rentabilidade futura?
O backtest testa estratégias como Graham ou Bazin?
Qual a diferença entre buy & hold e rebalanceamento?
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Teste a sua carteira contra o Ibovespa e o CDI
Cadastre a carteira na aba Carteira e escolha o período, de 1 a 15 anos, o rebalanceamento e os benchmarks. O gráfico mostra o retorno acumulado com e sem dividendos, e a visão Por ativo mostra quanto cada ativo contribuiu.
Quem faz o IAções
Página da Brasil Horizonte. A equipe da plataforma inclui Gabriel Dantas de A. Melo (CNPI, APIMEC) e Lucas T. Noronha Mello (CGA, ANBIMA). Conheça a equipe.
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